Segunda, 21 Setembro 2020 15:24

Sem jurados suficientes, júri de acusado de 'matar por vingança' é adiado pela 8ª vez no Amapá


Julgamento, previsto para esta segunda-feira (21), marcaria retorno das sessões presenciais do Tribunal do Júri em Macapá após 6 meses suspensas pela pandemia. Sem jurados, sessão foi adiada pelo
Tribunal de Justiça Jorge Júnior/Rede Amazônica Foi adiado pela oitava vez o julgamento do empresário José Hernandes Lopes Trindade, de 49 anos, acusado do assassinato de Elielson Mendes de Almeida, ocorrido em 2013 em Macapá. O júri, agendado para esta segunda-feira (21), seria o primeiro de forma presencial do Tribunal após 6 meses de suspensão por causa da pandemia de Covid-19. Segundo o Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), o adiamento, ainda sem data definida, aconteceu pela ausência da quantidade mínima de jurados convocados. Apenas 12 dos 25 sorteados estavam presentes; o quórum mínimo é 15. Para garantir o retorno seguro, o Tribunal tomou algumas medidas preventivas, entre elas, a suspensão de plateia e a presença apenas dos envolvidos diretamente com o caso. Além disso, é obrigatório o uso de máscara e a aferição de temperatura. "Tava tudo certo para hoje, mas infelizmente teve esta questão de quórum. Tem a logística de notificação de jurados, intimação de testemunhas, que precisamos regularizar até o próximo júri", explicou Herberth de Freitas, técnico judiciário. Empresário José Hernandes Lopes Trindade, durante julgamento no Tribunal do Júri, em Macapá, no dia 27 de março de 2019 Reprodução/Rede Amazônica Mortes por vingança, segundo a investigação Trindade, como é conhecido, é acusado de executar Elielson com pelo menos 10 tiros numa lanchonete no bairro Muca, em abril de 2013. Além do empresário, também é julgado Reginaldo Mendes da Silva, de 50 anos, responsável por "levantar a ficha" do alvo para morrer. O júri desse crime iniciou em 2018 e desde então é adiado por diversos motivos diferentes, entre eles ausência de advogados e protesto de familiares. Durante as investigações das mortes, a Polícia Civil apontou que o empresário matava por retaliação aos roubos que sofria na distribuidora de alimentos da qual era proprietário. Pelo menos seis homicídios teriam sido cometidos ou encomendados por ele com apoio do grupo de extermínio. Ao todo cinco pessoas foram presas no decorrer das apurações. Os homicídios ocorreram entre 15 de agosto de 2012 e 03 de abril de 2013. Trindade também é apontado como autor de outro homicídio, que aconteceu em abril de 2017. Em agosto de 2017 os dois, juntamente com outro jovem, foram absolvidos de um duplo homicídio a qual eram acusados. Em março de 2019, Trindade foi absolvido em outro júri, por um homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos em março de 2013. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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