Sexta, 03 Mai 2019 18:22

Ação retira 15 toneladas de lixo de periferia; iniciativa quer mudar habitação em áreas de ressaca


Atividade aconteceu neste sábado (4), na Baixada Pará, na Zona Norte da capital. Garis fazem limpeza de área de pontes na Baixada Pará, na Zona Norte de Macapá Victor
Vidigal/G1 Carcaças de televisão, CPU de computador, madeiras podres, parte de ventilador e o que restou de uma máquina de lavar foram parte das 15 toneladas de lixo retiradas do lago da região conhecida como Baixada Pará, área periférica localizada no bairro Pacoval, na Zona Norte de Macapá. A ação, que aconteceu por toda a manhã deste sábado (4), foi a primeira de muitas que o Ministério Público (MP) do Amapá planeja implementar na região carente. Além da retirada de entulhos, também devem ser realizadas no local pinturas das casas e ações de educação ambiental. "Começamos hoje com essa ação de limpeza e a gente vai dar continuidade com audiências públicas, trazendo serviços de saúde, segurança, mobilidade urbana, tudo isso com o ingrediente mais importante: a participação e oitiva de todo mundo que vive aqui", garantiu o promotor do Meio Ambiente, Marcelo Moreira. Parte dos entulhos retirados durante ação na Baixada Pará, em Macapá Victor Vidigal/G1 Um dos parceiros da iniciativa é o curso de arquitetura e urbanismo, da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Universitários e professores irão criar um observatório das ressacas, com objetivo de pensar políticas públicas para essas comunidades. O pedreiro Pablo Júnior foi um dos moradores que aproveitaram a presença de garis e contêineres da prefeitura e fizeram a limpeza do entorno da casa onde mora. "Tem que aproveitar, porque poder pagar um contêiner a gente não tem como. Mas já que a prefeitura trouxe, a gente aproveita para fazer a limpeza, que isso aqui é nojento demais", afirmou o morador. Pablo Júnior ajuda na limpeza do entorno da casa onde mora Victor Vidigal/G1 Na opinião de Júnior, o verdadeiro desafio não é fazer a retirada dos entulho, mas conseguir manter o ambiente sem lixo. "Quando eu vim morar para cá, esse lixo todo já existia. Mas 'uma andorinha só não faz verão'. Se todo mundo se reunir é rápido para fazer a limpeza. Mas preservar limpo é que é o difícil", disse. Mesmo sendo proibida a construção de casas em áreas de ressaca, segundo Moreira, a mesma legislação observa que famílias que moram nessas regiões já consolidadas têm o direito de serem mantidas no local com dignidade. "O nosso projeto pensa em construir uma forma de viver em ressaca em que a própria comunidade nos diga qual é o jeito ideal e trazer para cá serviços que garantam dignidade a essas pessoas", garantiu o promotor de Justiça. Junto do filho, promotor de Meio Ambiente Marcelo Moreira observa quantidade de lixo na Baixada Pará Victor Vidigal/G1 Moradora da Baixada Pará há 20 anos, a doméstica Ana Goreth conta que ainda não tem acesso a essa dignidade. Ela detalha que foi a primeira vez que viu uma ação desse tipo na região. "Agora a gente têm que se conscientizar para sair bem isso aqui. Fica a mensagem para a comunidade não jogar lixo, porque ninguém gosta de viver em lugar sujo. Além disso, é uma questão de saúde, porque ter contato com esses entulhos atrai doenças", comentou a moradora. A Promotoria de Meio Ambiente pensa em usar as atividades na Baixada Pará como experiências para aplicar nas outras 36 áreas de ressacas na capital contabilizadas pela instituição. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.
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