Domingo, 05 Mai 2019 09:35

Quase 80% das vítimas de violência doméstica em Macapá foram agredidas mais de uma vez


Dado foi extraído dos casos de agressões judicializados na capital. Promotoria da Mulher alerta que sem denúncia números podem ser maiores. Casos de agressões acontecem na maioria dentro de
casa Agência Brasil/Divulgação A violência doméstica e familiar contra a mulher segue apresentando números alarmantes em Macapá, onde 1.307, de milhares de casos silenciosos, foram denunciados à Justiça. Na maioria deles, 77%, as vítimas revelaram que sofreram agressão mais de uma vez do companheiro, inclusive sendo violentadas após terem registrado a ocorrência. Os números do diagnóstico da violência doméstica na capital foi apresentado pela Promotoria de Justiça da Defesa da Mulher, do Ministério Público do Amapá (MP-AP). Entre os motivos que levam à reincidência dos parceiros, está a tentativa da mulher, que muitas vezes prefere acreditar na melhora de comportamento do companheiro ao invés de seguir até o final com a denúncia. "Ela sofre primeiro a violência psicológica, que evolui para física, depois vai para uma fase em que o agressor tenta se desculpar, demonstra arrependimento, e muitas vezes a mulher acredita. E é nessa etapa que ela pede que sejam paralisados os procedimentos policiais e judiciais para dar mais uma oportunidade na retomada da relação", detalhou a promotora Alessandra Moro. Permanecer nesse ciclo, sem buscar denunciar as agressões, pode ocasionar consequências trágicas, como um crime de feminicídio, alertou a promotoria. O Monitor da Violência, projeto do G1 mostrou que o Amapá registrou quatro homicídios do tipo em 2018. Alessandra Lobo, titular da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher Victor Vidigal/G1 As informações sobre 2018 foram coletadas de inquéritos policiais e processos judiciais que transitam na Promotoria da Mulher, responsável pela elaboração do relatório. A faixa etária de vítima e agressores, varia entre 26 e 35 anos. As agressões, na maioria dos casos, partem de pessoas em vulnerabilidade social, que recebem até um salário mínimo. Os principais criminosos são maridos ou ex-companheiros. Metade das agressões praticadas foram lesões corporais, seguida por ameaças (33%) e injúrias (7%). A casa do casal continua sendo o local mais comum das violências, em 51% das ocasiões. Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher foi responsável por elaboração de relatório Victor Vidigal/G1 A pesquisa também revelou que o comportamento controlador, presença de crianças no núcleo familiar, separação ou tentativa, violência anterior e uso de drogas são fatores de aumentam o risco da agressão. O bairro com mais casos registrados foi o Buritizal, na Zona Sul. Na mesma região, o Congós aparece como segundo local com maior incidência de violência doméstica contra mulher, ficando à frente do Novo Horizonte, na Zona Norte. Ainda de acordo com a promotoria, são mais de 50 instituições de enfrentamento a violência doméstica. O relatório completo estará publicado a partir de segunda-feira (6), no site do Ministério Público do Amapá (mpap.mp.br). Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.
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