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Domingo, 20 Setembro 2020 08:50

Fila tem 1300 aguardando doação de órgãos

No mês de incentivo à doação de órgãos, uma das propostas da campanha Setembro Verde é mobilizar famílias para a importância dessa ação.  No Espírito Santo, cerca de 1300 pessoas estão

na lista de espera para o transplante de órgãos e tecidos, de acordo com dados colhidos pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) no dia 11 de setembro.

Um dos empecilhos para a doação é a desinformação que ainda existe em torno do tema.

Em 2020, 27 doações efetivas já foram realizadas no Espírito Santo. Os dados se referem ao período correspondente entre janeiro e o dia 11 de setembro. No mesmo período de 2019, foram 32 doações e, em 2018, o estado registrou 25.

José Carlos. Foto: arquivo pessoal

José Carlos de Oliveira sabe bem a importância da doação. Hácerca de dois anos, o aposentado, de 63, ganhou um coração novo. Por causa deum problema cardíaco, ele ficou internado por três meses, totalmenteparalisado. “Meus órgãos não funcionavam porque o coração estava dilatado e nãoirrigava mais o sangue”, conta.

Após uma crise, José Carlos conseguiu o transplante do coração de uma jovem de 23 anos, que teve morte encefálica. Cinco dias depois da cirurgia, o aposentado já estava recuperado da anestesia e, após um mês, teve alta hospitalar. “Eu acordei e vi que o coração tinha voltado a bater e tudo tinha voltado a funcionar”, conta.

Hoje, José Carlos possui uma rotina ativa de exercícios e faz exames de rotina para monitorar a própria saúde. O aposentado também ministra palestras falando da importância da doação dos órgãos. “Se não fosse essa doação, eu teria morrido”, destaca.

Os órgãos e tecidos que lideram a lista de espera no Espírito Santo são os rins, com 993 pacientes na lista de espera pelo transplante, seguido por córneas (316) e fígado (26). Os dados foram coletados no dia 11 de setembro.

O cirurgião cardiovascular Melchior Luiz Lima afirma que omaior obstáculo para o transplante é a escassez de órgãos. De acordo com ele, oproblema é causado pela falta de informação. “Tem pacientes que morrem na filade espera porque muitas famílias de possíveis doadores têm dúvidas sobre amorte encefálica e acreditam que o familiar ainda pode se recuperar”, destaca.

Para o profissional, a chave para resolver o problema é adivulgação de mais informações sobre a doação. “Existem estudos solidificadoscomprovando a impossibilidade de vida após a morte encefálica. Esse diagnósticoé feito por dois neurologistas, não só clinicamente, mas por meio de examestambém”, destacou.

Mesmo com o panorama de escassez de órgãos, ainda existem bons exemplos. Entendendo a importância da ação, Maura Mendes Leôncio decidiu doar um dos rins há 15 anos.

A receptora foi Ieda, uma colega da comunidade religiosa que Maura frequenta. “Ela já estava desenganada. Não podia fazer hemodiálise. Então, senti no coração o desejo de doar”, afirmou.

Maura e Ieda. Foto: arquivo pessoal

Após exames, o transplante foi feito. Hoje, as duas sãoamigas e mantêm contato constante. Maura conta que a doação de órgãos é um temamuito presente nas discussões da família. “Aqui todo mundo é doador. Sempreconversamos sobre isso, porque todo dia a gente vê pessoas precisando”, conta.

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