Sábado, 05 Setembro 2020 09:34

Dia da Amazônia: Maranhão já perdeu 80% da floresta por devastação

Com uma área de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, sendo 60% no Brasil, a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo, abrangendo 9 países e sendo responsável por uma

grande biodiversidade e quantidade significativa na produção de oxigênio. Nas últimas três décadas, com intensa atividade do homem, a floresta perdeu um total de 18% de toda sua extensão, englobando a extinção de espécies da fauna e flora.

Foto: Reprodução

No Maranhão são 81 mil km², presente em 62 municípios, ocupando 34% do território estadual. O problema é que o Maranhão já perdeu 80% de toda sua reserva florestal amazônica, segundo a revista científica “Land Use Policy”, devastação esta que é ocasionada por queimadas frequentes, atividade de desmatamento de forma ilegal, e violência contra povos indígenas e populações tradicionais.

Ao longo do tempo a previsão é de que haja o aumento de atividades de exploração, devido à falta de leis de proteção ambiental rígidas e a plena atividade de fiscalização. Segundo estudos, a área devastada nunca será capaz de recuperar seu bioma original, fato preocupante para a biodiversidade, uma vez que não há a reposição de recursos na floresta.

Foto: Bruno Kelly/Reuters

Morte da floresta à morte do povo

A atividade de exploração florestal, sobretudo a ilegal, não envolve apenas o desmatamento, queimadas e integração de lavoura pecuária, ela atinge também a esfera social. Nos últimos dois anos houve um aumento nas denúncias aos órgãos ligados aos Direitos Humanos, sendo a maioria ligada à violência cometida contra povos indígenas residentes das regiões exploradas.

O coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário do Maranhão, Gil Rodrigues da Silva, afirma que o desmatamento no estado está ligado não só aos assassinatos dos defensores da floresta, mas também às condições miseráveis às quais muitas das pessoas vivem. 

As pessoas que estão ou foram colocadas em situação de vulnerabilidade acabam fazendo o serviço da linha de frente. São elas que vão para o mato, para dentro das terras indígenas, que transportam as madeiras, que serram, que identificam a madeira. Essa indústria é composta por essas pessoas que foram colocadas nessa condição de vulnerabilidade, que acabam se submetendo a esse tipo de trabalho, de fato, por não ter muitas das vezes outra perspectiva de trabalho formal. Aí lógico que tem a violência, que acaba sendo potencializada por essa situação“, diz ele. 

Entre novembro e dezembro de 2019, indígenas, entre eles caciques e um guardião, foram mortos, posteriormente um adolescente de 15 anos foi encontrado esquartejado na sede do município de Amarante. Já em março de 2020, um militante indígena Zezico Ropdrigues, do povo guajajara foi morto no município de Arame, a 300 km de São Luís.

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