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Terça, 17 Julho 2018 18:57

Caso Jomara: comerciante é condenado a 22 anos pelo assassinato da ex-esposa em Juiz de Fora


Marcos Pereira deve cumprir pena por homicídio triplamente qualificado em regime fechado. Crime ocorreu em 2009; julgamento de 2015 chegou a ser anulado. Comerciante é condenado a
mais de 20 anos por assassinato da ex-esposa em Juiz de Fora O comerciante Marcos André Cavanellas Pereira foi condenado a 22 anos de reclusão pelo assassinato da ex-esposa, Jomara Rodrigues Amaral, em 2009. A decisão foi tomada após quase dez horas de julgamento no Fórum Benjamim Colucci, em Juiz de Fora, nesta terça-feira (17). O juiz determinou que o réu deve cumprir a pena em regime fechado. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com crueldade e sem chance de defesa da vítima. O juiz, negou o direito de Marcos recorrer em liberdade. Conforme apurado pelo G1, atualmente, ele estava morando em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo a irmã de Jomara, Denise do Amaral, o sentimento agora é de justiça. "O que mais me mata de vergonha é dizer que ele está solto e que nada aconteceu. Lugar de assassino é na cadeia", diz. Para o advogado de acusação, Nelson Rezende Júnior, não havia como a decisão ser diferente. "A prova está clara, aparece evidente, não se discute e é clara", ressalta. Marcos André Cavanellas foi condenado a 22 anos de reclusão pela morte da ex-esposa em Juiz de Fora Vagner Tolendato/G1 Segunda condenação Essa é a segunda condenação do réu depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu anular o primeiro júri, realizado em 2015 após quatro adiamentos. Na época, o comerciante foi condenado a dez anos de prisão. De acordo com a assessoria de imprensa do TJMG, os desembargadores 1ª Câmara Criminal concordaram com os argumentos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de que o júri decidiu de forma contrária às provas dos autos. Marcos André Cavanellas chegou a ser condenado a 10 anos de prisão em 2015, mas júri foi anulado Reprodução/TV Integração Na sessão de hoje, cinco testemunhas de acusação foram ouvidas. A irmã de Jomara, Denise Amaral, contou que sofreu uma tentativa de estupro do acusado, quando a Jomara estava grávida da segunda filha. A defensora pública Criscel Barros da Costa Oliveira foi a responsável por realizar a defesa de Marcos André Cavanellas Pereira. A acusação estava ao cargo do promotor Juvenal Martins Folly, que apresentou o recurso solicitando a anulação do primeiro julgamento. Mulheres fazem ato contra feminicídio na porta do Fórum Benjamin Colucci antes do julgamento Vagner Tolendato/G1 Morta na frente das filhas O homicídio ocorreu no dia 29 de dezembro de 2009, na Rua Olegário Maciel. De acordo com a Polícia Militar (PM), a vendedora foi esfaqueada quando chegava em casa, na frente das filhas, que na época tinham sete e dez anos. Jomara chegou a ser socorrida no Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas não resistiu aos ferimentos. O motivo do crime, segundo a polícia, seria o fato de o comerciante não ter aceitar o pedido de separação apresentado por Jomara meses antes. Jomara e o ex-marido, que foi condenadop a 22 anos de prisão em regime fechado Reprodução/ TV Integração O acusado, que na época do assassinato tinha 40 anos, fugiu e se apresentou à Polícia Civil em 4 de janeiro de 2010, prestou depoimento e não foi preso porque havia passado o prazo do flagrante. Ao longo do andamento do processo, o comerciante não esteve preso em qualquer unidade do sistema prisional, de acordo com a assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Como o caso ocorreu em 2009, não pode ser julgado pela lei do feminicídio, que é de 2015.
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