Quinta, 02 Mai 2019 11:35

Projeto para construção de ponte em Delfinópolis ficará pronto neste mês, afirma Furnas


Moradores e turistas dependem da balsa ou de BR de terra, que fica intransitável com chuvas, para chegar ao município. O município de Delfinópolis (MG) poderá dar um importante
passo em breve em busca de um sonho antigo de sua população de pouco mais de 7 mil habitantes. De acordo com a empresa Furnas Centrais Elétricas, a elaboração do projeto básico para a construção de uma ponte sobre o Rio Grande está em andamento e sua conclusão está prevista para este mês de maio. Hoje Delfinópolis é praticamente uma cidade isolada. As únicas formas de se chegar ao município turístico, que fica aos pés da Serra da Canastra, é por meio da travessia de balsa sobre o Rio Grande, chegando pela LMG-856, por Cássia (MG) ou pela BR-464, que apesar de ser uma rodovia federal, é de terra e em dias de chuva fica praticamente intransitável. "Está ilhada (a cidade). Só balsa. A estrada de terra, se chover, não passa. Choveu aqui a gente está praticamente ilhado e tem chovido bastante", disse ao G1 o presidente da câmara, Mauro César de Assis (PSD). Balsa que faz a travessia em Delfinópolis carrega moradores, turistas e escoa produção agrícola Lucas Soares / G1 A construção da ponte sobre os 1,8 km que separam o Rio Grande de uma margem à outra também iria acabar com um problema de ordem financeira. Hoje, para operar as balsas sobre o rio, Furnas gasta cerca de R$ 1 milhão por ano. "É uma dívida que Furnas tem com Delfinópolis. Que Furnas, o governo ou a iniciativa privada, que façam essa ponte e cobrem pedágio, mas que nos proporcione o direito de ir e vir, sem ficar preso nas filas por quatro, cinco horas", diz o presidente da câmara, Mauro César de Assis. Balsa cheia e escoamento agrícola Além de ser um destino turístico por causa da Serra da Canastra, Delfinópolis é hoje o segundo maior produtor de bananas de Minas Gerais e o maior produtor de soja do Sul de Minas. Grande parte do escoamento agrícola é feito pelas mesmas balsas por onde passam turistas e moradores. Quem quer usar a balsa paga R$ 23 quando sai da cidade. Moradores de Delfinópolis têm desconto. O G1 esteve na cidade entre os dias 15 e 16 de abril e presenciou o risco a que os usuários são expostos diariamente. Em uma travessia de fim de tarde, saindo de Delfinópolis com destino a Cássia, a reportagem contou 50 coletes salva-vidas expostos na embarcação, onde havia cerca de 100 pessoas. Além disso, a balsa ainda transportava pelo menos 10 veículos pequenos e outros três caminhões pesados. Nenhum problema foi registrado, mas é inevitável dizer que a quantidade de gente e de veículos deixa a travessia de cerca de 10 minutos um pouco tensa. Nos dois dias, apenas uma balsa estava em operação. G1 flagrou grande movimento em balsa em horário de pico em Delfinópolis; ao fundo, os coletes salva-vidas. Lucas Soares / G1 "Todo dia é assim, principalmente no final de tarde. E ela carrega uns caminhões muito pesados. Isso quando a balsa não quebra e fica apenas uma funcionando. Dá um pouco (de medo), mas a gente precisa atravessar pra sair da cidade", contou um morador para a reportagem do G1. Para alguns, a atual travessia da balsa já ficou ultrapassada. "Os moradores já não aguentam. Aumentou muito a safra de ano em ano, só aumenta, como a safra de banana, soja, milho, aumenta demais, e os caminhões e os carros ficam para trás. A balsa é pequena, ela já é coisa do passado", disse o vereador Sebastião Pereira Oliveira (PSDB). Conforme Furnas, atualmente o percurso entre os municípios de Delfinópolis e Cássia é realizado por três embarcações, sendo duas cedidas por Furnas, por meio de convênio, e a terceira pertencente à Prefeitura de Delfinópolis. As três balsas têm capacidade de transportar 266 passageiros e 34 veículos leves e possuem 293 coletes salva-vidas, o suficiente para atender a tripulação e todos os passageiros que estiverem a bordo das embarcações. Ainda conforme a empresa, Furnas é responsável pela manutenção das embarcações, cabendo à administração municipal a gestão e a operação das mesmas, inclusive acionando a empresa quando houver necessidade de manutenções, seja preventiva ou corretiva. Em dias movimentados, espera para travessia pela balsa chega a 5 horas em Delfinópolis Lucas Soares / G1 BR de terra O fim das balsas e a construção de uma ponte sobre o Rio Grande não são as únicas reivindicações em Delfinópolis. Há mais de 60 anos, moradores aguardam pela pavimentação da BR-464, principal ligação do município para as cidades mais próximas por terra. "Nós temos a maior extensão em estradas de terra, mais de 65 km até Sao João Batista do Glória, 130 km de Sacramento, daqui até Peixotos dá 60 km até pegar estrada", conta o presidente da câmara. Há cerca de um ano, autoridades e moradores fizeram um movimento para pedir a pavimentação da rodovia, mas desde então, pouca coisa mudou. A principal reivindicação é que o projeto executivo do trecho, que foi iniciado em julho de 2011, seja concluído para que as obras possam começar. Movimento luta em prol de asfalto entre Delfinópolis e São João Batista do Glória Danilo Araújo Santos "Já vamos para um ano após o movimento, onde a população se mobilizou, vereadores de várias cidades, prefeitos, deputados, de lá pra cá, andou muito pouco. O projeto foi retomado, o DEER (Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais) pediu algumas alterações para a empresa responsável, só que na hora de receber, a empresa não recebeu. Segundo ela, esses 20% restantes que faltam para terminar, custam em torno de R$ 250 mil a R$ 300 mil", conta o vereador e morador do distrito da Babilônia, Danilo Araújo Santos (SD). Após o projeto executivo ficar pronto, será preciso que o DEER doe o documento para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que paralelamente já faz um estudo de viabilidade para a obra de pavimentação. O que dizem Furnas e as autoridades Apesar da notícia da conclusão do projeto da ponte, isso não significa que a obra vai sair do papel em breve. Segundo Furnas, a empresa é responsável por apoiar a elaboração do projeto básico de engenharia, ficando a cargo das autoridades a busca dos recursos necessários para a viabilização do empreendimento. Travessia de balsa sobre o Rio Grande causa apreensão em usuários em Delfinópolis Lucas Soares / G1 Já em relação à pavimentação da BR-464, o DEER-MG informou que o projeto para o trecho entre São João Batista do Glória e Delfinópolis foi paralisado em outubro de 2018. O órgão disse ainda que, no momento, o planejamento das intervenções a serem realizadas nas rodovias estaduais mineiras está sendo estudado, com o objetivo de definir quais são as ações prioritárias a serem realizadas, para atender as demandas dos municípios e da população. Já o Dnit informou que possui um contrato em andamento por meio do qual são desenvolvidos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental - EVTEAs. Um deles estuda a implantação/pavimentação das rodovias BR-146 e BR-464 para ligar as cidades de Araxá, Passos e Sacramento. No entanto, os estudos ainda não foram concluídos e recebidos pelo Dnit. Após esta fase, conforme a disponibilidade de recursos orçamentários, o Dnit irá programar a contratação da elaboração do projeto. Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas
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