Sábado, 18 Mai 2019 09:25

Caruaruenses de coração falam do amor pela cidade e elegem lugar preferido na Capital do Agreste


Caruaru completa 162 anos. G1 conversou com uma instrutora de yoga, um professor e uma engenheira ambiental que fizeram da cidade um lar e já se consideram filhos da
cidade 'princesa'. O Monte do Bom Jesus é um dos símbolos de Caruaru, que completa 162 anos neste 18 de maio Lafaete Vaz/G1 Não é só quem nasceu em Caruaru que tem amor pela cidade. A Capital do Agreste, que completa 162 neste 18 de maio, adotou pessoas como a instrutora de yoga Heleniza Saldanha, o professor Flávio Albuquerque Neto e a engenheira ambiental Gabriela Duarte. Os três caruaruenses de coração vieram morar na cidade por motivos diferentes. Mas, depois de alguns anos morando na Capital do Forró, eles têm algo em comum: já se consideram filhos da cidade "princesa". Heleniza Saldanha, de 49 anos, coleciona tantas histórias com a cidade quanto apelidos. Ex-alunos a chamam de tia Helen; amigos, de Lene; outros a tratam apenas pelo diminutivo do nome, Helen. Nascida em Taguatinga, no Distrito Federal, a instrutora de yoga veio morar em Caruaru em 2016, aos 46 anos. No entanto, a relação que ela tem com a cidade começou no início dos anos 2000. Heleniza Saldanha é instrutora de yoga mora em Caruaru desde 2016 Heleniza Saldanha/Arquivo pessoal A instrutora de yoga trabalhou por muitos anos como professora de Língua Portuguesa tanto em Caruaru como no Recife. "Caruaru me acolheu no auge da minha separação, depois de um casamento de 16 anos. Eu estava desempregada e apareceu um teste para eu ser professora da Favip [atualmente Unifavip/Wyden]. Eu fui fazer o teste bem fragilizada. Primeiro eu substituí uma professora, fui conquistando a turma e os alunos se tornaram muito significativos para mim", disse. Para Heleniza, o emprego em Caruaru veio em um momento de cartase. "Eu estava muito frágil e Caruaru me recebeu de braços abertos não só através da turma, mas da cidade em si, da faculdade. Foi um momento bem marcante. A partir dali, Caruaru só me chamava", contou ao G1. Depois de anos lecionando na Capital do Agreste, Heleniza decidiu vir morar na cidade. A decisão foi tomada depois que a filha dela, Dandara, foi morar fora do país. "Eu não queria mais continuar no Recife e, como eu não tenho família lá e tenho muitos amigos e conhecidos em Caruaru, a cidade me convidou muito. Foi quando eu resolvi vir morar de vez na cidade e, com isso, trabalhar com o yoga também", explicou. Pórtico da Feira de Caruaru Lafaete Vaz/G1 Questionada sobre qual o local de Caruaru que ela mais gosta, Heleniza destacou que não tem um lugar preferido, mas se tivesse que escolher, seria a feira: "Quando eu vou para lá, eu acho muito a cara de Caruaru, muito marcante, me emociona bastante". Na Princesa do Agreste, a instrutora de yoga costuma andar muito a pé. Nesses momentos ela costuma encontrar figuras e observar coisas que, segundo ela, "são características de Caruaru". "Eu tenho uma relação com Caruaru na qual eu vejo coisas na rua que talvez só eu veja. Para muitas pessoas pode nem ter sentido, mas para mim tem. Eu gosto de ver o movimento da [Avenida] Agamenon, a quantidade de pássaros nas árvores. Eu tenho uma relação poética com a cidade", Heleniza Saldanha. Quem também adotou Caruaru foi o professor Flávio Albuquerque Neto, de 35 anos. Nascido no Recife, ele veio para a Capital do Agreste em 2011, aos 28 anos, após ter sido nomeado professor do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) campus Caruaru, que havia sido inaugurado em 2010. Flávio Albuquerque Neto é professor e mora em Caruaru desde 2011 Anderson Melo/TV Asa Branca "Resolvi sair do Recife e me estabelecer, com muito receio de não me adaptar, aqui em Caruaru. Mas o que aconteceu foi o oposto, eu me encantei pela cidade e pelas pessoas, e em pouco tempo, já me considerava um caruaruense de coração", ressaltou Flávio. Os primeiros contatos dele com a cidade se deram por meio do ambiente de trabalho. Ao G1, ele relatou que, aos poucos, os então colegas de trabalho se tornaram amigos muito próximos, assim como os alunos. "Eles que me fizeram criar um sentimento de pertença muito forte por Caruaru. Essas pessoas foram me inserido em seus cotidianos e, com isso, me apresentando a cidade de uma forma mais vertical, nada turística. Hoje, considero que praticamente todos os meus amigos estão aqui em Caruaru, mesmo eu tendo, ainda, um pé em Recife", pontuou. Monte Bom Jesus, o ponto mais alto de Caruaru Reprodução/TV Asa Branca O lugar que Flávio mais gosta em Caruaru é o Monte Bom Jesus, o ponto mais alto da cidade. O monte é, para ele, um refúgio: "É onde gosto de fazer exercícios, onde gosto de estar com amigos, de levar pessoas para admirarem minha cidade". "Acho que o fato mais marcante que tenho com a cidade foi justamente a minha chegada. Eu vim super temeroso. Sempre fui 'menino da capital', que nunca havia cogitado morar longe do litoral. Quando resolvi me fincar em Caruaru, estava muito indeciso, com medo do arrependimento, mas a cidade me conquistou", Flávio Albuquerque Neto. Nascida em Pesqueira, no Agreste, a engenheira ambiental Gabriela Duarte, de 25 anos, veio morar em Caruaru em 2015, aos 21, embora tenha relação com a Princesa do Agreste desde 2012, quando começou a estudar na cidade. Gabriela Duarte é engenheira ambiental e mora em Caruaru desde 2015 Gabriela Duarte/Arquivo pessoal "Aqui fiz grandes amigos/irmãos, cresci profissionalmente e como pessoa também. A maior parte do meu amadurecimento foi em Caruaru. Hoje eu cuido e defendo a cidade como se eu tivesse nascido aqui. Conheço mais Caruaru do que o lugar onde nasci", destacou. Gabriela se estabeleceu em Caruaru após ter sido selecionada pela prefeitura para um intercâmbio na Alemanha. Como ela tinha que representar a cidade, precisou vir morar no município. "Meu lugar preferido de Caruaru é o Parque Professor João Vasconcelos Sobrinho, conhecido como Serra dos Cavalos, a unidade de conservação que temos aqui que é nossa mina de ouro", Gabriela Duarte. A engenheira ambiental coleciona momentos marcantes em Caruaru e destacou alguns em entrevista ao G1. "Acho que a maioria dos meus sonhos eu realizei aqui: a primeira vez que andei de roda gigante na vida foi em Caruaru, durante o São João; minha primeira corrida subindo uma escadaria foi aqui, na escadaria do Monte Bom Jesus; e a primeira vez que fiz uma trilha de verdade foi em Serra dos Cavalos. Conheci meu amor aqui também, durante a faculdade, hoje faz mais de cinco anos que estamos juntos. Ele é do Recife, mas também virou caruaruense", concluiu. Parque Natural João Vasconcelos Sobrinho, localizado no município de Caruaru Roberto França/Arquivo Secom PMC
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