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Sexta, 11 Setembro 2020 17:02

OAB solicita esclarecimentos sobre o caso do vídeo de PMs no Tik Tok

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, por meio da

Comissão da Mulher Advogada, informou na tarde desta sexta-feira (11), que solicitou esclarecimentos sobre o processo de Sindicância que apura supostas transgressões disciplinares cometidas por policiais militares fardadas, em vídeo exibido em redes sociais. No vídeo, as mulheres aparecem vestidas com a farda da Polícia Militar do Piauí e depois com roupas à paisana.

Foto:Reprodução/Arquivo Pessoal

O vídeo ganhou repercussão nas redes sociais após a corporação informar que iria abrir uma sindicância para apurar o uso indevido do fardamento militar.


“Não vislumbramos no vídeo qualquer ato que tenha desrespeitado a Instituição ou que evidencie que as policiais militares tenham cometido transgressões militares”, explicou o Presidente OAB Piauí, Celso Barros Coelho Neto.

Por entender ausentes os motivos para o procedimento, a OAB Piauí manifesta interesse em acompanhar o caso e solicita ao Corregedor da Polícia Militar do Piauí, Manoel da Costa Lima, esclarecimentos sobre as razões, os fundamentos jurídicos e os procedimentos adotados para a designação de sindicância em desfavor das Policiais Militares.

Para a Presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/PI, Dalva Fernandes, a punição pode representar um rigor excessivo. “Nossa posição é de atuar na linha de defesa. Vemos mulheres que estão sendo atacadas pela condição de gênero, pois não conseguimos enquadrar ferimento do decoro, da honra, da administração ou do Código de Ética. Pelo contrário, vemos mulheres orgulhosas de estarem vestindo a farda, mostrando que, além de militares, são também pessoas com seus direitos civis”, ela defende.

A Ouvidora de Gênero da OAB Piauí, Justina Vale, frisou que a entidade não medirá esforços na garantia da defesa do tratamento justo das policiais militares nesse caso. “Nossa Ouvidoria de Gênero está atenta ao andamento dessa sindicância. Continuaremos acompanhando o caso, para garantir que nenhum direito será violado”, frisou.

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Por: Nathalia Amaral, com informações da OAB.

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