Big Banner Hospedagem de Site 1360x150
Segunda, 21 Setembro 2020 09:49

Witzel cobrava 10% de valores repassados do Fundo Estadual de Saúde para sete municípios, diz MPF


Esquema foi revelado em colaboração premiada do empresário Edson Torres. Dinheiro recolhido era entregue ao próprio Torres ou ao Pastor Everaldo, preso em operação. A investigação contra o possível
esquema de corrupção do governador afastado Wilson Witzel (PSC), denunciado pelo Ministério Público Federal, encontrou indícios de que o governo do RJ cobrava um percentual de 10% para repassar verbas do Fundo Estadual de Saúde a sete municípios do estado. O esquema, segundo a denúncia do MPF, foi revelado pelo empresário Edson Torres, em depoimento. Segundo o MPF, 10% do valor repassado pelo Fundo teria que ser devolvido à organização criminosa, na qual o próprio Edson Torres era integrante do núcleo econômico. Após deixar a cadeira, o empresário Edson Torres prestou depoimento ao MPF Reprodução/ TV Globo De acordo com a delação, em setembro do ano passado o então secretário de Saúde, Edmar Santos, foi alertado sobre a dificuldade de cumprir o coeficiente mínimo de aplicação de recursos da Saúde. A partir disso, o ex-secretário teria criado o esquema para distribuir R$ 600 milhões aos municípios através do Fundo Estadual de Saúde. O objetivo era conseguir que os recursos entrassem no cálculo dos valores a serem aplicados na área, como determina a Constituição. Edson Torres admitiu participação nas negociações para divisão das verbas. E foi durante essa negociação que foi determinado que sete municípios repassassem 10% do valor recebido do Fundo. O cálculo do repasse de valores, de acordo com Torres, não foi feito de acordo com a proporcionalidade de cada um dos municípios: Petrópolis São João de Meriti Paracambi Itaboraí Magé Saquarema São Gonçalo Torres afirmou ainda que o dinheiro também ia para o Pastor Everaldo, figura importante no governo de Wilson Witzel. Everaldo foi preso no dia 28 de agosto, na Operação Tris In Idem, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Witzel, desde então, está afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça. Após votação, o órgão manteve o afastamento do governador. Em sua rede social, o governador negou que estivesse envolvido no esquema de corrupção, e que tomou a decisão de repassar a verba porque, sem isso, a pandemia do coronavírus no Rio teria sido "muito pior": "Tomei a decisão de repassar o limite constitucional de 12% para a Saúde e para os municípios. Não fosse essa ação, a pandemia teria sido muito pior no RJ! Infelizmente, Edmar e Edson Torres, bandidos confessos, se infiltraram no Governo e agora querem me incriminar", afirmou Witzel, acrescentando: "Com eles foram encontrados milhões. Comigo, um centavo sequer! Tenho convicção de que voltarei a governar o RJ e continuarei implacável no combate à corrupção. Este é o temor das máfias que atuam no nosso Estado", finalizou. Initial plugin text
Ler 16 vezes

Atendimento ao Cliente:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Suporte ao Cliente:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Depto financeiro:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Publicidade & Propaganda: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Notícias

Vídeos

Guia Comercial

Nossa Empresa

Please publish modules in offcanvas position.