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Quarta, 09 Setembro 2020 19:48

Justiça arquiva denúncia contra policiais investigados pela morte de engenheiro em Marau


Gustavo Amaral dos Santos, de 28 anos, foi morto após ser baleado em abril deste ano. MP pediu arquivamento alegando que autor do tiro agiu em legítima defesa. Família
vai recorrer. Justiça arquiva investigação contra policial que matou engenheiro em Marau A 1ª Vara Judicial de Marau, no Norte do RS, aceitou nesta quarta-feira (9) o pedido do Ministério Público estadual para arquivar o inquérito que investigou a morte do engenheiro eletricista Gustavo Amaral dos Santos em abril deste ano. A vítima, de 28 anos, foi morta a tiros durante uma ação policial que ocorreu em 19 de abril de 2020. A decisão da juíza Margô Cristina Agostini acolheu as alegações do MP, que entendeu que três policiais investigados não tiveram participação na morte e um deles agiu em legítima defesa. A família de Gustavo informou à RBS TV que vai entrar com recurso contra essa decisão. O inquérito policial concluiu que o soldado da Brigada Militar que foi autor do disparo agiu em legítima defesa putativa, ou imaginária, imaginando que a vítima era um perigo iminente. Ele não foi indiciado por nenhum crime. Conforme o delegado Norberto Rodrigues, responsável pela investigação, o policial militar foi excluído de responsabilidade na parte criminal. Já na Brigada Militar, o policial foi indiciado pela morte. Engenheiro elétrico foi morto após ser atingido em ação policial em Marau Corpo de Bombeiros de Marau Relembre o caso No dia 19 de abril, Gustavo e três colegas transitavam pela ERS-324, quando foram surpreendidos por um confronto. Dois assaltantes que haviam roubado uma camionete não obedeceram a uma ordem de parada e fugiram em direção ao veículo do grupo. Gustavo foi atingido por tiros e chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O irmão gêmeo de Gustavo, Guilherme do Amaral dos Santos, relatou, à época do crime, que o irmão não esboçou reação, e que o soldado atirou duas vezes sem anunciar ou dar voz de prisão.
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