Terça, 22 Setembro 2020 14:27

Ministério Público denuncia grupo da Coopebras por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro, em RR


Oito pessoas foram denunciadas, quatro delas estão foragidas da Justiça de Roraima. Grupo é suspeito de desviar cerca de R$ 30 milhões de verbas públicas. Coopebras Coopebras O Ministério
Público de Roraima (MPRR) denunciou oito pessoas que fazem parte da Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos de Saúde (Coopebras) por suspeita de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro nesta terça-feira (22). O grupo é suspeito de desviar ao menos R$ 30 milhões durante anos de contratos para fornecer serviços médicos. A estimativa de prejuízo é da Polícia Civil, que deflagrou em agosto, a terceira fase da Operação Hipócrates, contra o núcleo administrativo da cooperativa. Entre os denunciados estão o presidente da empresa, Dimião Weber Zabolostky, o gerente, Valdan Vieira Barros e dois funcionários que já cumprem prisão preventiva. Outras quatro pessoas, que estão foragidas, também foram denunciadas pelo MP: O vice-presidente da Coopebras, Edivaldo Pereira Vieira, de 59 anos; Esmeralda Menezes Vieira, de 51 anos, esposa de Edivaldo e responsável pelas empresas na Bahia; Maria Oélia Paulino, de 60 anos, responsável pelo setor financeiro da Coopebras; Edilson Pereira Vieira, de 52 anos, responsável pela parte operacional da Coopebras, inclusive as escalas dos médicos. O MP pede, ainda, que os nomes dos quatro foragidos sejam incluídos na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). A pena pode chegar a 50 anos de prisão, caso sejam condenados. A defesa de Edivaldo Pereira Vieira, Esmeralda Menezes Vieira e Maria Oélia Paulino optou por não se manifestar. O G1 aguarda resposta de Valdan Vieira Barros. O G1 também tenta contato com os advogados de Dimião Weber Zabolostky e Edilson Pereira Vieira. De acordo com o MP, as investigações apontam que Edivaldo Pereira Vieira criou um esquema onde usava outras duas empresas para lavar dinheiro. O órgão pede também reparação dos danos materiais e morais causados pela conduta dos envolvidos e o imediato afastamento dos cargos que ocupam na Coopebras. "Durante a análise do caso, foram constatados superfaturamento no valor dos plantões, sobreposições de escalas de trabalho, uso irregular de equipamentos e instalações particulares de profissionais médicos que eram pagos com remuneração de plantões fictícios, pagamento de cargos de chefia e direção também por meio de plantões fictícios, além de capacitações fantasmas", diz trecho de nota enviada pelo MPRR. Em 16 de setembro, a Justiça negou pedidos de revogação de prisão para os quatro foragidos por esquema de desvio de verbas da Saúde de Roraima. As três fases da Operação Hipocrates A primeira fase da Operação Hipócrates foi em junho de 2019. Na época, a Polícia Civil tinha como foco médicos efetivos que cumpriam jornadas de trabalho simultâneas. Conforme as investigações, os profissionais eram escalados por uma empresa privada para cumprir plantão pelo mesmo horário que eram contratados pelo governo. O nome da operação faz referência ao médico grego que é considerado "o pai da medicina". A ação correspondia a desvios de verbas, peculato, apropriação indébita e falsidade ideológica de médicos que trabalharam na Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos de Saúde (Coopebras) entre 2015 e 2019. A segunda fase da operação, denominada Tracto, foi deflagrada em outubro de 2019. No dia, foram presos em flagrante o vice-presidente da Coopebras e um médico. Eles estavam com armas e munições, informou a Polícia Civil. Os alvos na segunda fase foram agentes públicos que atuavam na saúde pública de Roraima. A operação Tracto foi batizada com esse nome em virtude da palavra em latim que significa "manipuladores". Já na terceira fase, a Polícia Civil informou que a Coopebras desviou ao menos R$ 30 milhões da Saúde pública de Roraima durante anos de contratos para fornecer serviços médicos. Foram expedidos cinco mandados de prisão e cumpridos mais de 40 mandados de busca e apreensão de veículos, além do sequestro de vários imóveis pertencentes ao presidente da Coopebras. Dos cinco mandados, apenas uma pessoa foi presa. As outras quatro são consideradas foragidas, informou a Civil.
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