Quarta, 01 Mai 2019 23:15

Em meio à crise na Venezuela, grupo de imigrantes chega em São Luís


São 31 venezuelanos que já passaram por Roraima, Amazonas e Pará em busca de novas oportunidades na vida. Crise na Venezuela atrai imigrantes para o Maranhão Um grupo de
31 venezuelanos viajou por milhares de quilômetros e resolveu se estabelecer em São Luís após a crise em sua terra natal. Há dois dias, uma casa foi oferecida pelo poder público e virou abrigo provisório dos imigrantes após eles passarem dias dormindo na rodoviária e pedindo esmolas na rua. Entenda a crise na Venezuela Mais venezuelanos entram no Brasil A residência é dividida por 7 famílias com muitas crianças. A casa possui um terraço, sala de estar, três quartos, apenas um banheiro, copa e cozinha. Grupo de venezuelanos chegou em São Luís há uma semana e está morando provisoriamente em uma casa oferecida pelo município Reprodução/TV Mirante De acordo com o venezuelano Rafael Rattia, o grupo saiu da Venezuela há três anos e, desde então, peregrina pelo Brasil em busca de trabalho e melhores condições de vida. Eles chegaram ao Maranhão depois de passar pelos estados de Roraima, Amazonas e Pará. O sonho do grupo é conseguir voltar para ajudar o restante da família, que ficou no país mergulhada na profunda crise econômica e política. “Não podemos ficar sem trabalho, sem emprego, sem dinheiro... Nós também precisamos de dinheiro para voltar para Venezuela", contou o venezuelano Rafael Rattia. Venezuelano Rafael Rattia conta que o grupo viajou por vários estados até chegar ao Maranhão e que sonham com uma vida melhor Reprodução/TV Mirante A venezuelana Ludmila Rattia também disse que o grupo tem dificuldade de conseguir dinheiro até para alimentação. “Sem dinheiro para comprar remédio, roupa e comida" No fim da tarde desta quinta (2), visitaram o abrigo representantes da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social, e da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. Eles conversaram sobre o futuro dos estrangeiros. "A gente prestou as orientações devidas, até para que eles possam ter contato com as leis brasileiras e evitar a exposição de crianças e adolescentes em situação de rua, o que vai colocá-las em perigo e até vexatória. O objetivo é que, em médio e longo prazo, caso eles decidam ficar no Maranhão, a gente consiga incluí-los na rede pública de educação e prestar a assistência devida a eles e discutir a interiorização”, disse Jonata Galvão, secretário adjunto de Direitos Humanos do Maranhão.
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