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Terça, 20 Setembro 2016 19:41

Sem concorrência, candidatos a prefeito já comemoram vitória em MG

e . Nelas os candidatos já comemoram a vitória garantida, mas não dispensam o diálogo com os eleitores.

Eliton Luiz Moreira cumprimenta eleitora durante
campanha em Doresópolis (Foto: PPS/Divulgação)

Em Doresópolis, o comerciante Eliton Luiz Moreira (Elinho), de 47 anos, já tem experiência política. Foi vice-prefeito de 2005 a 2008. Em 2012 ele perdeu a disputa à Prefeitura. A derrota não tirou o interesse dele pelo comando do Município de 1,4 mil habitantes. Três anos se passaram até que ele lançasse novamente candidatura, pelo PPS. Agora, porém, sozinho. "Fica mais fácil, claro. Até porque eu não tenho muito dinheiro para gastar em campanha. Se tivesse de investir pesado por causa de concorrente, não sei como faria", disse.

O orçamento de campanha do candidato para o pleito de 2016 é de R$ 17 mil. "A campanha anterior eu realizei quase que sem recurso nenhum. Desta vez também estou me candidatando de boa vontade, porque não tenho muito dinheiro para gastar em campanha. Meus únicos gastos atualmente têm sido com a produção de adesivos, panfletos, cartazes e a compra de gasolina para visitar as casas dos eleitores na cidade na zona rural", detalhou.

Eu trabalho todos os dias. Até as 10h fico no meu açougue. Depois disso, minha irmã assume o comércio e eu vou andar atrás dos votos.
Eliton Luiz Moreira, candidato a prefeito
em Doresópolis

Ser o único candidato cadastrado na urna eletrônica não é motivo para ficar sossegado, afirma. "Eu trabalho todos os dias. Até às 10h fico no meu açougue. Depois disso, minha irmã assume o comércio e eu vou andar atrás dos votos. Ouço cada uma das reclamações da população. Doresópolis tem muitas calamidades. Quando for eleito, darei andamento rápido a obras de esgoto. A cidade também ainda não tem água tratada. É um lugar que deixa muito a desejar", comentou.

A 84 quilômetros de Doresópolis fica a cidade de Vargem Bonita, que tem 2,2 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE. Terra do dentista Samuel Alves de Matos, de 31 anos, que também é o único a disputar o governo em 2016, pelo PMDB. Ele faz um balanço de prós e contras. "A parte boa é que só depende da gente mesmo. A parte ruim é que não tem a disputa", afirmou.

Samuel Alves de Matos (D) com eleitores na zona
rural de Vargem Bonita (Foto: PMDB/Divulgação)

Candidato de primeira viagem, ele afirma que percorre o município em busca de conhecimento sobre cada uma das áreas. Informações que ele pretende usar ocupar oficialmente o gabinete do prefeito. "Vargem Bonita é uma cidade turística. É a primeira a ser banhada pelo Rio São Francisco. Precisamos de investimentos em turismo, saúde, melhoria de estradas rurais e educação. Mesmo sem ter concorrente, vou às ruas todos os dias, como também iria se houvesse outro candidato".

Na pequena cidade, todo mundo é conhecido. Samuel diz que consegue falar com todos os moradores em um único dia. O orçamento previsto para a campanha é de R$ 40 mil, mas o candidato não espera gastar isso. "Estamos investindo mais em redes sociais, apostando em gastar o mínimo possível com confecção de materiais de campanha. O maior gasto nisso tudo é com o contador, que cobra mais ou menos um salário mínimo pelo serviço. Adesivo e outdoor a gente não faz", disse.

A parte boa é que só depende da gente mesmo. A parte ruim é que não tem a disputa.
Samuel Alves de Matos, candidato a prefeito
em Vargem Bonita

Regra permite monopólio
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legislação brasileira não tem qualquer dispositivo específico que disponha sobre candidatura única e não condiciona a validade da eleição a um determinado percentual de comparecimento do eleitorado apto a votar, embora seja o voto obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, para aqueles entre 16 e menores de 18 anos, e para os maiores de 70 anos.

"Ela tão-somente estabelece sanção aos eleitores obrigados a votar que não comparecem nem justificam a ausência. É certo que, na hipótese das ausências suplantarem os comparecimentos, a questão da representatividade dos eleitos pode vir à discussão, mas essa situação não invalida a eleição", explicou.

A Lei nº 9.504/97, de forma genérica, estabelece que estarão eleitos para os cargos de prefeito e vice-prefeito, não computados os votos em branco e os votos nulos, os candidatos que obtiverem a maioria simples de votos nos municípios com até 200 mil eleitores ou a maioria absoluta de votos nos municípios com mais de 200 mil eleitores.

Vargem Bonita é primeira cidade banhada pelo Rio São Francisco (Foto: Quilombo Turismo/Divulgação)

 

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