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Segunda, 28 Novembro 2016 23:26

Falta de cobradores de ônibus gera abaixo-assinado em Divinópolis

todos os dias. Algumas delas têm reclamado da falta de cobradores nos ônibus, pois em várias das 164 linhas os motoristas são responsáveis por receber e voltar troco aos passageiros.

O que gerou relatos de desconcorto e irritação por ambas as partes, além de um abaixo-assinado. A organizadora da ação foi Graciete Correa, que já reuniu 10.200 assinaturas. Segundo ela,  o consumidor paga pelo serviço do cobrador. Procurada pelo MGTV, o Consórcio Transoeste, que presta o serviço, disse que cabe ao Município fiscalizar o cumprimento da lei que permite, por exemplo, que algumas linhas circulem sem o cobrador.

Reclamações
O jornalista Diego de Oliveira pega o ônibus todos os dias. Uma das reclamações é a falta de paciencia dos profissionais que prestam o serviço. Ele conseguiu gravar em vídeo no momento em que um motorista aparentemente estressado fechou um carro no trânsito e o condutor do veículo de passeio quase o agrediu. "Eu voltava do trabalho quando vi que o motorista do ônibus estava muito exaltado, numa velocidade muito rápida e numa curva ele deu uma fechada no veículo. O condutor do carro desceu e tentou agredir o do ônibus. Houve constrangimento total. O ônibus parado na rodovia, correndo risco de acidente", lembrou.

Ainda segundo o passageiro, este não foi o único episódio que ele presenciou. "Deixam passageiros para trás, o passageiro bate no ônibus tentando chamar a atenção do motorista e mesmo assim ele arranca e vai embora. A situação é complicada", acrescentou Oliveira.

O jornalista também reclama do longo período de tempo que gasta esperando pelo ônibus no ponto, porque segundo ele não existem horários fixos. "Nós temos o site da empresa, do Consórcio Transoeste, e os horários que são disponibilizados pela empresa em papel. Cada um tem um horário diferente. Se você vai para o ponto às 13h, o ônibus passa às 13h45. Você perdeu 45 minutos do seu dia esperando ônibus, às vezes debaixo de sol e chuva. E o que a gente faz? Não tem onde recorrer, porque a empresa não resolve", reclamou.

Uma mulher também disse ao MGTV que o ônibus dela só passa a cada duas horas. Outra moradora de bairro comentou que a região só tem um ônibus no sábado e não tem nenhum aos domingos.

Outro fator que influencia na avaliação do consumidor sobre o serviço é a estrutura dos pontos. Uma guarita na Avenida Getúlio Vargas, por exemplo, não tem teto suficiente para abrigar tanta gente que, quando chove, se molha.

Lei autoriza circulação de ônibus sem cobradores em
algumas linhas de Divinópolis (Foto: TV Integração/
Reprodução)

Abaixo-assinado vai parar na Câmara
Uma lei municipal de 2013 permite a circulação de ônibus sem trocadores durante a madrugada, feriados e fins de semana. Mas é fácil encontrar veículos apenas com os motoristas durante os dias úteis. Por isso, um abaixo-assinado contra a dupla função do motoristra de ônibus em Divinópolis foi organizada por uma moradora e já reuniu mais de 10 mil assinaturas.

"É uma questão de justiça, porque a passagem que pagamos já inclui a taxa referente ao serviço do cobrador. Não é justo a população ficar pagando o mesmo valor nas linhas com e sem cobrador. Porque todos pagam o mesmo valor. Se todos pagam o mesmo valor, todos têm de ter o mesmo benefício", afirmou Graciete Correa, que entregou uma cópia do abaixo-assinado ao Ministério Público.

O documento também inclui um relatório com as mais de 180 multas que a empresa responsável pelo transporte coletivo urbano em Divinópolis já recebeu. Vereadores da atual gestão e também alguns dos que foram eleitos e deverão assumir o cargo em 2017 também assinaram o documento.

A reivindicação popular também chegou ao Legislativo local. Uma comissão formada por cinco vereadores vai avaliar a situação. De acordo com o vereador Eduardo Print Júnior, o primeiro passo será investigar a Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans). "Vamos verificar quais linhas foram liberadas e em quais horários para transitar sem o cobrador. Após isso pegaremos os decretos publicados pela Settrans, apresentar ao prefeito para mostrar que a empresa está descumprindo uma lei. Consequentemente, poderemos até pedir a revogação desta lei. O prefeito encaminha à Câmara e a gente vota a revogação", explicou.

Transporte coletivo urbano é alvo de reclamações
(Foto: TV Integração/Reprodução)

Empresa
Segundo o diretor do Consórcio Transoeste, Felipe Carvalho, a empresa tem recebido elogios desde que os motoristas passaram a acumular o cargo de cobrador. Ele afirmou também que recebeu as informações sobre reclamações com "certa estranheza". Sobre os horários dos ônibus, ele informou que o consórcio disponibiliza um aplicativo chamado "FaleBus" que os passageiros podem checar os horários corretos e telefonar para saber os horários.

Em relação à qualidade no atendimento, Carvalho comentou que o consórcio treina frequentemente os profissionais e que qualquer pessoa que presenciar um comportamento ruim por partre dos colaboradores da empresa pode reclamar no telefone (37) 3222-6788.

Já sobre a falta de troco, o diretor disse que o ideal é que os usuárois levem o dinheiro trocado, para facilitar o troco. Outra alternativa é usarem o cartão DiviPass, por meio do qual a passagem é mais barata. Ainda segundo ele, nada impede, porém, que quem tiver apenas nota de R$ 100, por exemplo, tenha o serviço.

Sobre a falta de cobradores, Felipe informou que a Prefeitura de Divinópolis é responsável por verificar a demanda pelo serviço, horários e definir quais linhas precisam ou não de trocador. "Há algum tempo buscamos contratar cobradores por meio da oferta de vagas no Sistema Nacional de Emprego (Sine)", pontuou.

Ele também explicou que a lei que autorizou o Executivo a flexibilizar a escala dos operadores em determinadas linhas, dias e horários foi de acordo com a demanda de passageiros. "Havendo necessidade, o Executivo pode determinar a volta dos cobradores para as linhas que tenham tido prejuízos. A retirada de alguns cobradores refletiu nos custos da planilha e da tarifa", acrescentou.

O MGTV fez questionamenotos também à Prefeitura de Divinópolis. A assessoria de imprensa do governo informou que não conseguiu contato com a Settrans.

 

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