Pré-candidatos à Presidência falam sobre PEC que reconhece o estado de emergência no país

Aprovada no Senado, Proposta de Emenda à Constituição prevê pacote de R$ 41 bilhões em auxílios; Partido Novo aponta que norma poderia burlar legislação eleitoral Este conteúdo foi originalmente publicado em Pré-candidatos à Presidência falam sobre PEC que reconhece o estado de emergência no país no site CNN Brasil.

Pré-candidatos à Presidência falam sobre PEC que reconhece o estado de emergência no país

Na última quinta-feira (30), o Senado aprovou a nova versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis, que prevê o reconhecimento do estado de emergência no país e um pacote de R$ 41,25 bilhões em auxílios.

A proposta cria auxílio de R$ 1 mil a caminhoneiros e outro sem valor definido para taxistas. Além disso, eleva o Auxílio Brasil para R$ 600 mensais e aumenta o vale-gás para cerca de R$ 120 bimestrais. Atualmente, os valores são de R$ 400 e R$ 53, respectivamente. As medidas da PEC seriam válidas até 31 de dezembro deste ano.

O texto ainda direciona uma verba de R$ 500 milhões para o Alimenta Brasil. O programa visa ampliar o acesso à alimentação por meio da compra da produção de pequenos agricultores e povos indígenas pelo governo federal.

No Senado, o projeto obteve apoio de representantes do governo e da oposição. Entre os partidos dos pré-candidatos, os senadores de PL, PT, PDT, União Brasil e MDB, incluindo Simone Tebet, votaram a favor da proposta. Apenas José Serra (PSDB) votou contra.

Caso a proposta também passe na Câmara dos Deputados, o Partido Novo deve contestá-la com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF).

A CNN perguntou aos pré-candidatos à Presidência da República o que eles pensam sobre a proposta que reconhece o estado de emergência no país.

Confira abaixo as respostas:

Lula (PT):

O povo precisa de auxílio, após o desastre de três anos e meio de governo Bolsonaro, que não resolveu nenhum problema do país, só agravou a situação do Brasil com sua incompetência. O programa é uma medida eleitoreira de Bolsonaro, claramente contra a lei, que não vai enganar o povo brasileiro. O PT defende um auxílio de 600 reais desde 2020.

Jair Bolsonaro (PL):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

Ciro Gomes (PDT):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

André Janones (Avante):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

Simone Tebet (MDB):

A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

Felipe d’Avila (Novo):

Esse possível “estado de emergência” é um absurdo. A emergência é uma só: a eleição em outubro. Auxiliar os mais pobres é uma necessidade. Mas existe o jeito certo e o jeito errado de fazer isso. O jeito certo é cortar gastos, respeitar a responsabilidade fiscal e desenhar programas focalizados e eficazes. O jeito errado é essa proposta do governo, que coloca em risco o futuro em nome do benefício eleitoral imediato. Essa proposta eleitoreira deve ser rejeitada.

Luciano Bivar (União Brasil):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

Vera Lúcia (PSTU):

A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

Pablo Marçal (Pros):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

José Maria Eymael (DC):

Não há como deixar de reconhecer a tragédia da fome no Brasil, que põe em risco a vida de milhões de brasileiros. Por outro lado, impõe-se assinalar que essa tragédia é decorrência de um governo federal errático e incapaz de trilhar os caminhos do desenvolvimento.

Sofia Manzano (PCB):

A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

Leonardo Pericles (UP):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

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