RJ: desaparecimento de meninos de Belford Roxo completa um ano

Polícia Civil prendeu suspeitos das mortes em operação realizada este mês, mas corpos nunca foram encontrados Este conteúdo foi originalmente publicado em RJ: desaparecimento de meninos de Belford Roxo completa um ano no site CNN Brasil.

RJ: desaparecimento de meninos de Belford Roxo completa um ano

O desaparecimento das crianças de Belford Roxo, município da Região Metropolitana do Rio, completa um ano nesta segunda-feira (27). Os meninos Lucas Matheus da Silva, de oito anos, Alexandre da Silva, de 10, e Fernando Henrique Ribeiro, de 12, foram vistos pela última vez na comunidade Castelar, em 27 de dezembro de 2020. Desde o episódio, o paradeiro dos três é desconhecido.

De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o trio foi sequestrado, torturado e morto por traficantes da área. Os três menores de idade foram acusados de pegar uma gaiola de passarinhos que pertencia ao chefe do tráfico e as mortes foram uma espécie de punição pelo ocorrido.

No dia 9 de dezembro, a Polícia Civil cumpriu 56 mandados de prisão na região dos sumiços. Do total de presos, cinco eram suspeitos por envolvimento nas mortes dos meninos. Cerca de 250 policiais de diversas delegacias especializadas foram mobilizados para a localidade conhecida como Castelar, na cidade de Belford Roxo, onde o crime aconteceu.

A operação policial, realizada há pouco mais de três semanas, encerrou as investigações que apuravam as causas das mortes. Até o momento, os corpos nunca foram encontrados. O inquérito ainda não foi divulgado pelas autoridades.

Relembre o caso

Lucas, Alexandre e Fernando sumiram na tarde de um domingo, por volta do horário do almoço, no dia 27 de dezembro do ano passado. De acordo com colegas dos meninos, inicialmente, os três haviam se reunido para jogar bola. No entanto, decidiram ir até uma feira popular da cidade, a Feira da Areia Branca, com o objetivo de comprar comida de passarinho.

Cerca de 40 dispositivos de segurança do entorno foram analisados pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), mas nenhuma pista foi encontrada nas gravações à época.

Em março deste ano, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) identificou registros do trio em câmeras posicionadas em um bairro vizinho à comunidade Castelar. A suspeita é de que eles tenham sido capturados pelos autores do crime nessa área.

Também no início de 2021, no mês de janeiro, um homem foi levado por parentes dos desaparecidos até a delegacia. O rapaz, que não teve a identidade revelada, foi apontado como responsável pelo sumiço dos meninos. Apesar disso, foi liberado pelos policiais depois de prestar depoimento. As autoridades alegaram que ele não tinha qualquer ligação com a história.

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