Rua interditada há quase 1 ano causa transtornos no trânsito no Bairro Borboleta, em Juiz de Fora

Via José Lourenço foi fechada em agosto do ano passado por risco de deslizamento. O g1 conversou com moradores, comerciantes e procurou a Prefeitura. Rua José Lourenço segue interditada há cerca de 10 meses em Juiz de Fora Carol Delgado/g1 A Rua José Lourenço segue interditada há cerca de 10 meses no Bairro Borboleta, em Juiz de Fora. O local foi fechado em agosto do ano passado por risco de deslizamentos. Em entrevistas ao g1, moradores e comerciantes relataram prejuízos, aumento do trânsito dentro da região e falta de faixas de pedestres. A via é uma das principais e dá acesso a região da Cidade Alta. Leia também: Por apresentar risco de deslizamento, rua do Bairro Borboleta é interditada em Juiz de Fora Período chuvoso preocupa moradores em Juiz de Fora; levantamento apontou 370 áreas de risco na cidade Em nota, a Secretaria Municipal de Obras informou que já foi contratada uma empresa para elaboração do projeto do local e o que deve ser feito. O mesmo deve ser entregue até o final do ano. Posteriormente, uma licitação será feita para início das obras. Sobre a colocação de faixas de pedestres no Bairro Borboleta, a reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. Veja a nota na íntegra abaixo. "As solicitações de instalação de faixas de pedestres em pontos específicos das ruas Irmão Menrado e Paulo Maria Delage, no bairro Borboleta, foram indeferidos por não haver viabilidade técnica, conforme critérios determinados pelo Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Segundos a legislação pertinente, as faixas somente devem ser implantadas em local que possa garantir a travessia segura para o pedestre e que seja de fácil percepção pelos condutores de veículos, o que não acontece nos pontos solicitados pelos moradores, inviabilizando a instalação do equipamento. Ressaltamos que toda a sinalização vertical e horizontal das vias encontroam-se devidamente instaladas e com boa condição de visibilidade". Problemas Segundo o morador e presidente da Associação Cultural e Recreativa Brasil-Alemanha, Sálcio Del Duca, a população da localidade compreende a interdição da rua diante do problema estrutural que ela apresenta, mas que ações são necessárias. "Com a interdição o fluxo de veículos foi todo para dentro do bairro. Nos horários de pico é uma movimentação muito grande, o que dificulta a travessia. Pedimos para a Secretaria de Mobilidade Urbana a colocação de faixas de pedestres, principalmente no entorno da Igreja São Vicente de Paulo. No entanto, explicaram ser proibido", contou. Ainda conforme Sálcio, a justificativa não é aceitável já que há faixas de pedestres próximas à rotatórias em outros locais da cidade. "É um descaso com a comunidade e com o morador. Precisamos de sinalização horizontal porque em dias normais já era necessário, mas com a interdição gerou mais dificuldade ainda", completou. A reclamação sobre a falta de faixas de pedestres é a mesma do comerciante Jorge Martins. Ao g1, ele contou que há muitas crianças e idosos no bairro, o que gera insegurança. "A Prefeitura não dá uma satisfação sabe. A principal dificuldade é o tráfego de veículos que está muito intenso e o pessoal não respeita. Tem hora que tem que sair correndo atravessando e atrapalha o comércio também porque não tem nem onde parar direito para fazer carga e descarga. A Prefeitura falou que em um ano ia arrumar, está quase dando 1 ano e nem começaram", afirmou o comerciante. Os entrevistados relataram, ainda, que o período chuvoso deste ano piorou ainda mais a situação e que o medo é que em meados de agosto, quando as precipitações são mais intensas, o problema fique ainda maior. "Uma chuva de 20 minutos é suficiente para alagar e alagar mesmo, coisa de 30, 40 centímetros de altura, daí a importância da obra acontecer logo", disse Sálcio. Relembre as chuvas deste ano: Chuva em Juiz de Fora: cidade registra o segundo fevereiro mais chuvoso da história FOTOS E VÍDEOS: pedestre é arrastada durante enxurrada em Juiz de Fora; veja outros pontos de alagamentos durante forte chuva 'O panorama é a cidade embaixo d'água' diz Margarida Salomão ao decretar estado de emergência em Juiz de Fora Rua interditada no Bairro Borboleta, em Juiz de Fora Carol Delgado/g1 Moradores pedem desinterdição parcial De acordo com Sálcio, em reunião realizada com a prefeita Margarida Salomão (PT) neste mês de junho, foi feito o pedido de desinterdição parcial da rua. "A gente fez o pedido porque a parte da rua que sobe sentido Borboleta - São Pedro está boa. O problema é na pista de descida, que está de fato ruim. Teremos uma visita técnica para avaliar essa possível desinterdição", contou. Organizador da tradicional Festa Alemã, Sálcio adiantou ainda que o evento será realizado na rua, visto que o "trecho usado está sem risco algum". Interdição No dia 21 de agosto de 2021, a Rua José Lourenço foi interditada por tempo indeterminado em Juiz de Fora. Os problemas ocorrem desde 2001, com registro de diversas ocorrências d

Rua interditada há quase 1 ano causa transtornos no trânsito no Bairro Borboleta, em Juiz de Fora

Via José Lourenço foi fechada em agosto do ano passado por risco de deslizamento. O g1 conversou com moradores, comerciantes e procurou a Prefeitura. Rua José Lourenço segue interditada há cerca de 10 meses em Juiz de Fora Carol Delgado/g1 A Rua José Lourenço segue interditada há cerca de 10 meses no Bairro Borboleta, em Juiz de Fora. O local foi fechado em agosto do ano passado por risco de deslizamentos. Em entrevistas ao g1, moradores e comerciantes relataram prejuízos, aumento do trânsito dentro da região e falta de faixas de pedestres. A via é uma das principais e dá acesso a região da Cidade Alta. Leia também: Por apresentar risco de deslizamento, rua do Bairro Borboleta é interditada em Juiz de Fora Período chuvoso preocupa moradores em Juiz de Fora; levantamento apontou 370 áreas de risco na cidade Em nota, a Secretaria Municipal de Obras informou que já foi contratada uma empresa para elaboração do projeto do local e o que deve ser feito. O mesmo deve ser entregue até o final do ano. Posteriormente, uma licitação será feita para início das obras. Sobre a colocação de faixas de pedestres no Bairro Borboleta, a reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. Veja a nota na íntegra abaixo. "As solicitações de instalação de faixas de pedestres em pontos específicos das ruas Irmão Menrado e Paulo Maria Delage, no bairro Borboleta, foram indeferidos por não haver viabilidade técnica, conforme critérios determinados pelo Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Segundos a legislação pertinente, as faixas somente devem ser implantadas em local que possa garantir a travessia segura para o pedestre e que seja de fácil percepção pelos condutores de veículos, o que não acontece nos pontos solicitados pelos moradores, inviabilizando a instalação do equipamento. Ressaltamos que toda a sinalização vertical e horizontal das vias encontroam-se devidamente instaladas e com boa condição de visibilidade". Problemas Segundo o morador e presidente da Associação Cultural e Recreativa Brasil-Alemanha, Sálcio Del Duca, a população da localidade compreende a interdição da rua diante do problema estrutural que ela apresenta, mas que ações são necessárias. "Com a interdição o fluxo de veículos foi todo para dentro do bairro. Nos horários de pico é uma movimentação muito grande, o que dificulta a travessia. Pedimos para a Secretaria de Mobilidade Urbana a colocação de faixas de pedestres, principalmente no entorno da Igreja São Vicente de Paulo. No entanto, explicaram ser proibido", contou. Ainda conforme Sálcio, a justificativa não é aceitável já que há faixas de pedestres próximas à rotatórias em outros locais da cidade. "É um descaso com a comunidade e com o morador. Precisamos de sinalização horizontal porque em dias normais já era necessário, mas com a interdição gerou mais dificuldade ainda", completou. A reclamação sobre a falta de faixas de pedestres é a mesma do comerciante Jorge Martins. Ao g1, ele contou que há muitas crianças e idosos no bairro, o que gera insegurança. "A Prefeitura não dá uma satisfação sabe. A principal dificuldade é o tráfego de veículos que está muito intenso e o pessoal não respeita. Tem hora que tem que sair correndo atravessando e atrapalha o comércio também porque não tem nem onde parar direito para fazer carga e descarga. A Prefeitura falou que em um ano ia arrumar, está quase dando 1 ano e nem começaram", afirmou o comerciante. Os entrevistados relataram, ainda, que o período chuvoso deste ano piorou ainda mais a situação e que o medo é que em meados de agosto, quando as precipitações são mais intensas, o problema fique ainda maior. "Uma chuva de 20 minutos é suficiente para alagar e alagar mesmo, coisa de 30, 40 centímetros de altura, daí a importância da obra acontecer logo", disse Sálcio. Relembre as chuvas deste ano: Chuva em Juiz de Fora: cidade registra o segundo fevereiro mais chuvoso da história FOTOS E VÍDEOS: pedestre é arrastada durante enxurrada em Juiz de Fora; veja outros pontos de alagamentos durante forte chuva 'O panorama é a cidade embaixo d'água' diz Margarida Salomão ao decretar estado de emergência em Juiz de Fora Rua interditada no Bairro Borboleta, em Juiz de Fora Carol Delgado/g1 Moradores pedem desinterdição parcial De acordo com Sálcio, em reunião realizada com a prefeita Margarida Salomão (PT) neste mês de junho, foi feito o pedido de desinterdição parcial da rua. "A gente fez o pedido porque a parte da rua que sobe sentido Borboleta - São Pedro está boa. O problema é na pista de descida, que está de fato ruim. Teremos uma visita técnica para avaliar essa possível desinterdição", contou. Organizador da tradicional Festa Alemã, Sálcio adiantou ainda que o evento será realizado na rua, visto que o "trecho usado está sem risco algum". Interdição No dia 21 de agosto de 2021, a Rua José Lourenço foi interditada por tempo indeterminado em Juiz de Fora. Os problemas ocorrem desde 2001, com registro de diversas ocorrências de deslizamentos ao longo dos anos. De acordo com a Defesa Civil, a decisão ocorreu após várias vistorias no local e por causa das chuvas. Em alguns pontos da via, a altura da encosta varia de 18 a 20 metros e o risco registrado pelo órgão é classificado como R4 - risco muito alto, além de grande probabilidade de novos escorregamentos. Conforme o órgão, os imóveis não correm risco. Alterações no trânsito Alteração da linha 514 que atende o Bairro Borboleta, em Juiz de Fora, foto de arquivo Defesa Civil/Divulgação Por causa da interdição, alterações de trânsito foram necessárias. Atualmente, os motoristas utilizam rotas alternativas, como passagem pela Rua Engenheiro Gentil Forn, por exemplo. Além disso, a linha 514, que atende ao Bairro Borboleta, também passou por modificação. 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